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Alexandro é expulso, e Rennes aproveita para vencer Lille

  • ogalofrances
  • 3 de jan.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 4 de jan.

Os jogadores do Lille ficaram furiosos com a expulsão de Alexsandro aos 13 minutos do jogo Lille-Rennes (0-2). Seu treinador, Bruno Genesio, que foi impedido de entrar em campo pelos jogadores no intervalo, sequer compareceu após a partida.

 

Muitos jogadores do Lille tiveram uma atuação ruim, mas não necessariamente aqueles que você esperaria. Apesar de jogar com dez homens durante quase toda a partida, Les Dogues (Os Mastins) lutaram bravamente no Stade Pierre-Mauroy. Um lapso de dez minutos custou-lhes dois gols e três pontos, mas eles permanecem em quarto lugar na Ligue 1 e ainda estão na briga por uma vaga na Liga dos Campeões.

 

Fora de campo, as queixas dos torcedores do Lille ficaram mais evidentes, desde a torcida até o técnico Bruno Genesio e o presidente Olivier Létang. O motivo da raiva? A expulsão de Alexsandro aos 13 minutos. Tudo começou com um toque ruim do zagueiro brasileiro, que acabou cometendo falta em Breel Embolo, que estava livre na frente do gol. Eric Wattellier não hesitou e mostrou o cartão vermelho.


Ele explicou sua decisão após a partida: “Estávamos em uma situação em que uma clara oportunidade de gol foi negada. Isso é a Regra 12 das Regras do Jogo. O atacante estava em posição de marcar, estava perto do gol, todos os elementos estavam presentes para expulsar o zagueiro infrator. É uma decisão inevitável, seja no primeiro ou no 90º minuto.” Os jogadores do norte discordaram e expressaram suas opiniões. Thomas Meunier, por exemplo, não contestou a falta em si, mas sim a negação de uma clara oportunidade de gol, falando no programa da Ligue 1+. “A falta é clara, clara e precisa, mas ele está completamente fora do centro, e ainda assim tínhamos dois zagueiros na área que poderiam intervir”, argumentou o zagueiro belga.

 

Seu companheiro de equipe, Nabil Bentaleb, por sua vez, apontou para a atitude do árbitro, e não para a decisão em si: "Não nos deixaram falar com ele, não nos deixaram nos comunicar. Eu simplesmente pedi que ele esperasse, consultasse o VAR e tivesse certeza antes de tomar uma decisão tão importante." Mas o meio-campista, como um sábio veterano, não fez alarde da polêmica.

 

Foi ele, aliás, quem, logo após o apito do intervalo, conteve um Genesio enfurecido, que invadia o campo para reclamar com o árbitro. O técnico ainda não havia se acalmado alguns minutos depois, e a situação esquentou no túnel que leva ao vestiário.

 

O treinador exclamou: "Desde ontem, só tem sido uma porcaria, está ainda pior do que no ano passado. Ele é o número um, o melhor dos melhores." Wattellier foi uma pílula amarga de engolir para os jogadores do Lille depois do dérbi contra o Lens, onde tomou várias decisões desfavoráveis ​​aos Dogues. E Genesio, visivelmente ainda furioso, não achou conveniente falar na conferência de imprensa.

 

O presidente também não compareceu e não foi nada gentil com o árbitro no túnel durante o intervalo: "Você sabe o que fez, é uma vergonha, é um escândalo." Uma atitude que o treinador do Rennes, Habib Beye, não apreciou nem um pouco: "Mantivemos a calma num ambiente um tanto tenso, e a direção do Lille, especialmente o presidente, que está acostumado com esse tipo de coisa, tentou criar um clima acalorado. Isso nunca mais deve acontecer no futebol. Precisamos apoiar todos os envolvidos no jogo, sejam jogadores ou árbitros; esse tipo de pressão no intervalo desestabiliza a todos."

 

Por fim, o prêmio foi para a DVE (Dogues Virage Est), a principal torcida organizada do Lille, cuja arquibancada foi fechada devido ao uso de fogos de artifício e que havia sido realocada bem ao lado da tribuna de imprensa. A mídia, alvo de uma enxurrada de insultos durante toda a partida, foi brindada com cânticos homofóbicos dirigidos à Liga, aos torcedores do Lens e à própria imprensa, além de ofensas ao árbitro.

 
 
 

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