Exposição em Mônaco vai reunir carros icônicos de F1 e rali
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Atualizado: há 3 dias
Por Marcio Arruda
A exposição “Monaco e o Automóvel; de 1893 até a Atualidade” vai reunir carros, obras de arte e fotos a partir do segundo semestre deste ano. A pouco mais cinco meses da abertura, os detalhes da exposição foram divulgados nesta quarta-feira (28/01) em Paris. O curador Rodolphe Rapetti recebeu a imprensa e disse que o evento não será apenas uma exposição de carros de corrida.
“Não será apenas um show car; esta exposição trata cada carro como se fosse uma obra de arte”, afirmou Rapetti.
Rodolphe Rapetti disse que a ideia de organizar esta exposição surgiu em 2020, mas logo foi paralisada por causa da pandemia de Covid-19. O curador explicou que são necessários três anos para que um evento da magnitude da “Monaco e o Automóvel; de 1893 até a Atualidade” se torne realidade.
A organização da exposição disse que o processo para tornar o evento uma realidade é longo. De acordo com os organizadores, todos os carros que serão expostos são originais; são os mesmos que aceleraram em algum momento nas ruas de Mônaco. Segundo eles, a busca por carros de F1 e rali que disputaram corridas no Principado é um processo que demora muito tempo, já que é preciso entrar em contato com os proprietários dos carros, verificar a documentação para atentar a autenticidade dos carros e convencer a importância da exposição.
O curador Rodolphe Rapetti contou que haverá uma maquete montada nos quatro mil metros quadrados no interior do Grimaldi Forum Monaco. No objeto, que vai retratar o circuito de Mônaco, haverá pontos que representarão carros icônicos guiados por lendas do automobilismo. “Ao acionar cada ponto, uma luz irá percorrer o traçado de Mônaco na velocidade real dos carros que lá passaram. E isso poderá ser apreciado num telão ao lado da maquete, onde o visitante poderá ver a volta rápida feita pela Bugatti de William Grover-Williams em 1929 ou até mesmo pela McLaren de Ayrton Senna nos anos 80 e 90”, revelou. O brasileiro Ayrton Senna é o maior vencedor da história do GP de Mônaco de Fórmula 1. Já o britânico William Grover-Williams foi o vencedor do primeiro Grande Prêmio de Mônaco, disputado em 1929, antes mesmo do surgimento da F1. A façanha rendeu uma estátua dele e do modelo Type 35 da Bugatti nas ruas do Principado.

Foto: Renato Gacia
A “Monaco e o Automóvel; de 1893 até a Atualidade” foca principalmente nos Grandes Prêmios de Mônaco, que são disputados antes mesmo do surgimento da Fórmula 1, em 1950, e das competições de rali no famoso Principado. A expectativa é reunir mais de 50 carros de corridas, sendo que 30 ou mais Fórmula 1.
A organização revelou que espera que duas mil pessoas passem pela exposição diariamente. Os ingressos custam € 15 nas bilheterias, mas o valor cairá pela metade se a compra for feita no site oficial. Menores de 18 anos terão entrada gratuita.
A exposição é produzida com o apoio do Automóvel Clube de Mônaco.
A “Monaco e o Automóvel; de 1893 até a Atualidade” acontece no principado entre os dias 1º de julho e 6 de setembro de 2026.








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