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Dante: "Não está no meu caráter desistir facilmente das coisas"

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

De volta à ação, Dante, capitão do Nice poderá estar saboreando seus últimos meses como jogador antes de iniciar a carreira de treinador que já o aguarda.

 

Claude Puel subirá ao pódio dos treinadores com mais jogos na Ligue 1 no domingo à noite, durante a partida entre Lyon e Nice (20h45), e tudo começou "por acaso". A história começou em 1999, às pressas, como ele contou esta semana: "Foi no Monaco, Jeannot Tigana tinha saído e o presidente Campora nos reuniu com Jean-Luc Ettori, Jeannot Petit e Henri Biancheri para nos dizer: 'Vocês vão escolher o time que vai jogar e Claude vai treiná-lo'". Dante quase teve um destino semelhante.

 

No início de dezembro, durante a iminente saída de Franck Haise, Julien Sablé foi cotado para assumir o comando, com o brasileiro em sua equipe técnica. Era tudo muito precipitado para Haise. Muito cedo para o jogador que ele ainda era, ou que esperava voltar a ser.

 


Dois meses depois, Dante (42 anos) finalmente pode se considerar um "técnico". Ele acaba de obter sua licença UEFA Pro, concluindo um programa de treinamento de sete anos que lhe permite treinar em qualquer lugar da Europa. Mas, por enquanto, ele recuperou principalmente sua posição como líder da defesa do Nice. Se as dúvidas em torno da braçadeira de capitão dominaram a temporada para Les Aiglons (As Águias), foi porque o homem que a usava estava ausente. O Nice está melhor agora, e seu capitão retornou.

 

Ele precisou fazer uma pausa de dois meses para evitar as constantes idas ao departamento médico. "Dedicamos mais tempo ao fortalecimento muscular, essa foi a chave", confirma. "Fiquei ainda mais frustrado por não estar jogando, porque gosto de estar presente quando as coisas não vão bem." Dante prevê que sentirá falta dele após sua carreira como jogador: "Ainda tenho gosto pelo trabalho duro e pelo sacrifício. Adoro acordar de manhã para fazer exercícios de rondo, exercícios de passe. Adoro a adrenalina quando chego ao estádio. É sempre como se fosse a primeira vez."

 

Mas a questão do que vem a seguir surgirá em breve, a partir deste verão. Talvez ainda em Nice? "Faria sentido", afirma Dante. "É onde passei a maior parte dos anos (desde 2017). Temos um carinho especial um pelo outro. Depois disso, é preciso ter cuidado com o momento certo e com as necessidades." "Ele começará direto no profissional? Começará nas categorias de base, em um time reserva?" "Sinto-me pronto para tudo", responde. "Mesmo que eu ainda tenha coisas a aprender." E, acima de tudo, contribuir em campo.

 
 
 

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