Barcelona goleia Lyon e conquista Champions feminina
É uma derrota que deixará um gosto amargo por muito tempo. Pelo menos até a próxima final da Liga dos Campeões, competição que escapa ao Lyon há quatro temporadas. A equipe de Jonatan Giraldez sofreu uma pesada derrota na final em Oslo, no sábado (0-4), contra o Barcelona, a máquina mais eficiente da Europa há algum tempo. O placar não reflete com precisão a qualidade da atuação, mas também evidencia a falta de calma sob pressão.

As catalãs, já campeãs em 2021, 2023 e 2024, disputavam sua sexta final consecutiva no sábado, e isso finalmente ficou evidente no segundo tempo. Elas marcaram em seu primeiro chute a gol, após um contra-ataque que expôs a formidável eficiência da dupla Alexia Putellas (assistência) e Ewa Pajor (finalização). Um chute rasteiro e cruzado da artilheira da competição deu a vantagem ao FC Barcelona (1-0, 55º minuto), que se resignava a esperar que as oportunidades surgissem.
Foi a abordagem correta contra um OL Lyonnes que se sentia confortável com a posse de bola, mas hesitante demais para finalizar suas chances. Apenas quinze minutos depois, a atacante polonesa, que marcou 11 gols em 10 jogos da Liga dos Campeões nesta temporada, acabou com qualquer suspense ao converter um recuo de bola de Salma Paralluelo (2-0, 69º minuto), no coração de uma defesa dominada pela passividade.
A partir daí, as jogadoras do Barcelona mostraram o controle que geralmente é sua marca registrada e deixaram poucas esperanças para o time francês. Para a seleção francesa renascer, a substituta Tabitha Chawinga precisaria ter feito uma defesa melhor no lance de um contra um com Cata Coll, a melhor jogadora catalã da noite ao lado de Pajor (75º minuto). Mas bem antes dessa oportunidade perdida, e bem antes dos dois gols de Salma Paralluelo (90º, 90º + 3º) que deram a impressão de uma goleada, as francesas já haviam desperdiçado muitas chances para almejar o nono título europeu.
Primeiro, viram o que pensavam ser o primeiro gol ser anulado porque Lindsey Heaps estava impedida quando aproveitou a cabeçada de Wendie Renard, que havia sido espalmada pela goleira (14º minuto). Depois, Ada Hegerberg demorou uma eternidade para chutar após dominar um passe magnífico de Jule Brand dentro da área (24º minuto), e a cobrança de falta direta de Selma Bacha foi defendida por Cata Coll (41º minuto). Essa situação finalmente afetou suas adversárias, como exemplificado pela oportunidade perdida por Hegerberg: em posição de impedimento, ela avançou em direção ao gol como se soubesse de antemão que não conseguiria superar a formidável goleira catalã (50º minuto).
Até então, o placar ainda era 0 a 0, e nada prenunciava o massacre que estava por vir. Exceto talvez pela falta de precisão nas finalizações em ambas as áreas e pela atuação apagada de Melchie Dumornay, de quem tanto se esperava, que passou por esta final no completo anonimato. Frágil demais na defesa e sem poder de fogo no ataque, o OL Lyon sofreu uma derrota histórica justamente no dia em que o clube, presidido por Michele Kang, acreditava ter feito seu grande retorno à elite do futebol europeu. Na realidade, ainda tem um longo caminho a percorrer.




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