Abner Vinicius marca, e Lyon vence em Monaco
- ogalofrances
- 3 de jan.
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Atualizado: 4 de jan.
Ao marcar seu terceiro jogo com dois gols na temporada, o meia ofensivo tcheco brilhou na tarde do OL, que venceu o Monaco por 3 a 1 neste sábado, pela 17ª rodada da Ligue 1.
Pavel Sulc é um jogador indefinível, e não se desculpa por isso. Quando questionado, ao sair do Stade Louis-II, se se sentia mais como um meia-atacante ou um atacante, exclamou eufórico: "Eu sou tudo!". Isso não deve ser interpretado como um discípulo de Cristiano Ronaldo se proclamando o centro do universo.
Quando o tcheco diz que é tudo, ele quer dizer que não é um armador, nem um ponta, nem um atacante, mas uma mistura dos três. "Um jogador diferente", resume Paulo Fonseca. "Seu jogo não é tecnicamente brilhante, mas ele é muito eficiente, trabalha duro para a equipe e parece atrair a bola. Ele também pode jogar em diferentes posições, o que é uma qualidade muito importante."

É essa versatilidade que lhe permitiu ressurgir após um final de verão bastante decepcionante. A ponto de, na metade da temporada, ele ostentar um índice de eficiência impressionante: participou de 16 gols em todas as competições nesta temporada (11 gols e 5 assistências). Na França, apenas Mason Greenwood (19) e Pierre-Emerick Aubameyang (17), do Olympique de Marselha, tiveram um desempenho melhor.
Mas com um tempo de jogo sem precedentes: neste sábado, em Mônaco, Sulc foi titular pela nona vez nesta temporada, em 17 jogos da Ligue 1. Ele abriu o placar de cabeça, após um escanteio cobrado por Corentin Tolisso no segundo poste, que havia sido desviado de cabeça por Nicolas Tagliafico no primeiro poste (38º minuto), e depois recolocou sua equipe em vantagem com um chute rasteiro e cruzado que entrou no canto (57º minuto). Dois chutes a gol, dois gols, mas o que mais? Pouco: 23 toques na bola, apenas 5 passes certos em 9 tentativas.
Em termos de seu jogo em geral, o tcheco de 25 anos também deixou sua marca no Principado. Tecnicamente, ele tem dificuldades para manter a posse de bola ou escapar de situações em que se encontra encurralado na ponta. No início da temporada, essas limitações pareciam condená-lo a um papel de reserva. Mas as coisas mudaram desde então. Pouco antes da lesão no tornozelo de Malick Fofana, a situação em outubro começou a ficar clara: o time carecia de jogadores de ataque impactantes.
Em Mônaco, atuando como um falso ponta-direita em um ataque que não contava com o decepcionante Martín Satriano, Sulc marcou seu terceiro gol duplo na Ligue 1, dois meses e meio depois do primeiro, conquistado a poucos quilômetros de distância, em Nice (2-3, 18 de outubro). Mas desta vez, ao contrário das partidas fora de casa na Allianz Riviera e no Stade Jean-Bouin (3-3 contra o Paris FC), a atuação do jogador tcheco (16 jogos pela seleção) resultou em uma vitória fora de casa, estendendo a excelente sequência do Lyon.
O time de Paulo Fonseca garantiu sua quarta vitória consecutiva em todas as competições contra o Monaco. Venceu fora do Groupama Stadium na Ligue 1 pela primeira vez desde 28 de setembro. Essa vitória foi em Lille (1-0), também contra um rival na disputa por uma vaga em competições europeias.
O Lyon garantiu esta vitória graças a um segundo tempo mais controlado, porque as circunstâncias estiveram geralmente a seu favor, porque a expulsão de Mamadou Coulibaly extinguiu a fraca ameaça do Monaco aos 70 minutos, e porque Sulc, com dois lances brilhantes, elevou uma atuação coletiva que esteve incerta durante meia hora. O Lyon agora ocupa confortavelmente a quinta posição na tabela, na metade da temporada, ansioso para desbloquear seu potencial ofensivo com a chegada de Endrick na próxima semana e de Fofana no final do mês.







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