Técnico Luis Enrique compara Beraldo a Sergio Busquets
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Um gol, uma assistência primorosa, passes magistrais e uma entrega inestimável: o brasileiro Lucas Beraldo fez sua melhor partida pelo PSG neste sábado, em Angers (3-0), pela 31ª rodada da Ligue 1. A pergunta que fica é: será que ele conseguirá se firmar como titular absoluto na posição de volante?

Uma tarde de abril de 2026, uma atmosfera amena em Angers e a sensação de presenciar um momento histórico. Os torcedores no Estádio Raymond-Kopa se lembrarão da derrota de seu time e, talvez, durante a partida, da reencarnação de Andrea Pirlo ou Sergio Busquets.
Estamos exagerando um pouco (só um pouquinho), mas Lucas Beraldo confirmou neste sábado que pode ser uma solução para a posição de volante. Há algo de improvável em fazer essa observação. E, no entanto, a amostra já é suficiente: quatro jogos completos. O brasileiro, tão decepcionante nos últimos meses como zagueiro pela esquerda, está impressionando. Quem poderia imaginar que o ex-jogador do São Paulo, com suas poucas aparições nas categorias de base no meio-campo, se destacaria nessa posição?
É como se o treinador, quinze meses depois de reposicionar Ousmane Dembélé como um camisa 9, tivesse pelo menos uma jogada de gênio por ano... Neste sábado, Beraldo brilhou de forma inacreditável. Houve aquele gol – de cabeça – (52º minuto), aquela assistência absolutamente divina para Mayulu (39º minuto), mas acima de tudo, houve todo o resto. E a impressão de que Beraldo, tão móvel, tão calmo sob pressão, aproveita ao máximo cada bola que toca (81% e 94% de aproveitamento nos passes). Simplicidade, visão de jogo, passes de primeira e quase a sensação de assistir a um veterano jogando numa manhã de domingo com garotos menos talentosos do que ele.
Com um pouco de sorte, ele poderia ter terminado com dois gols (chute desviado, 51º minuto) e um hat-trick de assistências (dando o passe para o primeiro gol e depois para Barcola, 43º minuto): "Meu melhor jogo pelo Paris? Talvez." "Nesta posição, é a minha melhor partida", reagiu o novo volante. "Sinto-me muito bem, o treinador deu-me confiança para jogar aqui. Os jogadores também. Nesta posição, é fácil, temos mais liberdade, rodamos bastante o plantel."
"Ele foi o melhor em campo. Fez tudo certo. É uma notícia maravilhosa para nós, ele consegue jogar nesta posição a um nível muito alto", continuou Luis Enrique. "É raro ver um jogador jogar com um ou dois toques na bola e melhorar cada lance. Acho que ele tem um futuro brilhante nessa posição." O treinador, bastante falante, explicou os motivos da escolha: “Normalmente, não gosto muito de adiantar um zagueiro para o meio-campo; prefiro recuar com um jogador mais ofensivo, como tenho feito durante quase toda a minha carreira. Mas Beraldo é um zagueiro diferente; ele é brasileiro, com muita qualidade técnica. Sua capacidade de jogar com um ou dois toques o torna muito difícil de ser pressionado. Levamos isso em consideração há quatro jogos, quando Viti não estava disponível. Mas ele ainda é mais Sergio Busquets do que Vitinha.”
A comparação é lisonjeira. Mas será que a contratação de inverno de 2024 é capaz de replicar esse tipo de desempenho no cenário europeu? Sem a bola, como contra o Nantes (3-0, quarta-feira), o zagueiro de ofício, cuja renovação de contrato o PSG anunciará oficialmente em breve, foi eficiente neste sábado. Ele fez algumas recuperações de bola muito oportunas. Mas na Liga dos Campeões (contra os campeões alemães, por exemplo), quando a intensidade é máxima, ele pode ser uma opção? A tarefa parece assustadora demais neste momento. O Paris faria bem em ter Vitinha a 100% na terça-feira. Mas, durante um período específico da partida, Beraldo certamente pode ser uma opção como volante. E escrever isso há algum tempo teria sido bem divertido.




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