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Meta do Nantes faltando 8 rodadas: "Ganhar os próximos três jogos"

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Derrotado novamente e praticamente rebaixado para a Ligue 2, o Nantes e Vahid Halilhodzic ainda querem acreditar. Após a 17ª derrota na temporada, para o Strasbourg (2-3) no domingo, o Nantes tem apenas uma chance ínfima de permanecer na Ligue 1. Eles se agarram a ela com unhas e dentes.

 

Enquanto houver vontade, há esperança. Nesse sentido, a atuação do Nantes no domingo à noite poderia alimentar o sonho. No entanto, ele se esvai a cada dia, já que o veredicto foi mais uma vez cruel contra um Strasbourg que só realmente reagiu no segundo tempo, mas que virou o jogo nos últimos quinze minutos graças ao brilhantismo de Joaquín Panichelli, que entrou no intervalo (de 1-2 para 3-2).

 

Com apenas 17 pontos em 26 jogos, além de viver a pior temporada de sua história, o FC Nantes precisa lidar com a estatística que nos lembra que nenhuma equipe em situação tão precária nesta fase da competição jamais conseguiu evitar o rebaixamento. O time já sofreu 17 derrotas, dez delas em casa.

 

Havia um clima tenso no estádio La Beaujoire ao final da 27ª rodada, no primeiro jogo de Vahid Halilhodzic no comando da equipe, doze dias após substituir Ahmed Kantari, sucessor de Luís Castro (em 10 de dezembro). A arquibancada Loire, coração e alma do estádio, continuou seu boicote e protesto contra a gestão da família Kita – Waldemar, o pai e presidente, e Franck, o filho e diretor-geral – com faixas provocativas e cânticos de deboche.

 

Além das vaias dirigidas aos jogadores culpados por erros técnicos, a incompreensão também se instalou quando parte do estádio cantou um hino da Brigade Loire, que respondeu com assobios e insultos, que também se dirigiram à bancada Océane (lateral), quando esta se esvaziou antes do apito final.

 

Chegando em meio a uma crise, o técnico Vahid, de 73 anos, lamenta um clima pouco propício para se superar. "É realmente difícil porque a equipe está sob pressão há algum tempo, e com um ambiente hostil", observou. "Nantes pertence a muitas pessoas. Entendo todas as decepções e frustrações. Não tenho certeza se os jogadores entendem o tipo de clube pelo qual estão jogando. Quando estávamos na frente, faltou apoio."

 


E um homem de grande força mental. Durante sua primeira semana no comando, o treinador franco-bósnio focou no condicionamento físico. Na segunda, concentrou-se mais na orientação tática. Embora esses aspectos ainda precisem ser aprimorados, o desafio agora parece ser psicológico. "É como se tivéssemos medo de vencer", lamentou, referindo-se a "uma equipe que carece desesperadamente de confiança".

 

Uma figura fundamental dentro e fora de campo, o capitão Anthony Lopes mostrou-se tão combativo como sempre. "Há decepção, mas não desânimo", afirmou o goleiro. "Jogamos o jogo que precisávamos, mas temos que ser muito mais sólidos defensivamente. Ainda há muitos motivos para ter esperança, porque a atuação que mostramos hoje foi bastante positiva. A sorte não está do nosso lado; teremos que entrar em campo e fazer acontecer."

 
 
 

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